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Putin impulsiona aliança energética com Caracas e estuda pedidos de armas

Moscou, 11 ago (EFE).- O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, se mostrou hoje disposto a incentivar uma aliança energética entre Rússia e Venezuela e confirmou sua disposição em estudar os diversos pedidos de compra de armamento apresentados pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

EFE |

Durante uma reunião com o ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, no balneário russo de Sochi, no Mar Negro, Putin reafirmou o propósito de diversificar os vínculos econômicos, mas destacou que atualmente "a cooperação energética é a locomotiva das relações bilaterais".

Ramírez ressaltou a importância da reunião da comissão bilateral de cooperação que acontecerá em São Petersburgo na sexta-feira e no sábado, com a participação do vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, e do vice-presidente e titular da Defesa venezuelano, Ramón Carrizales.

Putin demonstrou satisfação com a crescente cooperação militar entre Rússia e Venezuela, que nos últimos anos se transformou em importante cliente da indústria russa de armamentos.

"Estamos prontos para estudar as propostas e pedidos de nossos parceiros venezuelanos neste campo", assegurou o também ex-presidente russo, que durante seus oito anos no Kremlin impulsionou os laços com a Venezuela de Hugo Chávez.

O presidente venezuelano anunciou há uma semana que deve assinar no mês que vem em São Petersburgo "um grande acordo de armamento".

"Será um conjunto de acordos, não só de armamento, mas será um acordo importante para aumentar nossa capacidade operacional, de nossos sistemas defensivos, de nossa defesa antiaérea", afirmou Chávez.

O chefe de Estado venezuelano confirmou que, em um telefonema a Putin, falou sobre a "ameaça" que representaria para a Venezuela e a outras nações sul-americanas "o assunto das sete bases militares, e talvez sejam mais", que a Colômbia pode liberar para o uso de militares dos Estados Unidos.

Entre 2005 e 2007, a Venezuela assinou contratos de compra de produtos de defesa russos no valor de mais de US$ 4,4 bilhões, como 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30MK2, 50 helicópteros de diferentes tipos e 100 mil fuzis Kalashnikov AK-103.

Segundo fontes russas, atualmente a Venezuela negocia a compra de aviões de combate, sistemas de defesa antiaérea, submarinos e plataformas de lançamento de mísseis.

De acordo com algumas versões, o problema de Moscou agora é que não possui alguns desses produtos e teria que retirá-los de suas Forças Armadas para fornecê-los à Venezuela. Além disso, Chávez estaria pedindo mais crédito russo para custear essas aquisições.

EFE si/bba

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