Putin garante que seu Governo evitou colapso da economia russa

Moscou, 6 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, assegurou hoje que seu Governo conseguiu evitar o colapso da economia do país, ao apresentar seu primeiro relatório ao Parlamento russo sobre a gestão do Executivo.

EFE |

"A ameaça de afundamento do sistema bancário diminuiu, e ela era mais que real", disse Putin ao explicar a ajuda do Governo russo para "salvar as economias dos cidadãos e evitar a paralisia dos pagamentos entre as empresas".

Os bancos que receberam ajuda do Estado russo em cinco meses de crise aumentaram em 15% os créditos ao setor real da economia, e os demais o fizeram em 7%, o que dá uma média de 9% de aumento, segundo o relatório.

"A Rússia não poderia evitar as consequências negativas da crise, que não surgiu aqui, mas afetou a todos", manifestou o primeiro-ministro russo.

Segundo Putin, a economia russa sofreu com a fuga de capitais e com a brusca queda da demanda de matérias-primas exportado o país, principalmente os combustíveis fósseis.

Apesar do impacto da crise no terceiro trimestre de 2008, a Rússia fechou o ano com crescimento de 5,6% em seu Produto Interno Bruto (PIB).

Putin expôs aos parlamentares as características básicas do projeto do orçamento da Rússia para este ano, recém corrigido pelo Governo diante da crise e que será deficitário pela primeira vez em uma década.

"O ano de 2009 será difícil", ressaltou o primeiro-ministro.

O déficit do orçamento ajustado será de 3 trilhões de rublos (mais de US$ 87 milhões), o que corresponde a 7,4% do PIB russo.

O orçamento foi calculado com base nas previsões de que o preço do barril de petróleo russo será de US$ 41.

O Governo russo destinará 3 trilhões de rublos (mais de US$ 87 milhões) para o combate à crise econômica.

O comparecimento de Putin hoje é o primeiro relatório de um chefe de Governo perante o Legislativo desde 1993, quando foi aprovada a Constituição pós-soviética, segundo a qual o Gabinete de Ministros não seria obrigado a prestar contas perante a Duma (Parlamento russo).

No entanto, uma das três emendas constitucionais promulgadas em dezembro passado pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, obriga o Governo a fazê-lo. EFE si/bba

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