Putin diz que Rússia manterá tropas na Abkházia e Ossétia do Sul

Moscou, 4 dez (EFE).- O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse hoje que a Rússia manterá no futuro sua presença militar nas regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul.

EFE |

"Os acordos de cooperação (de assistência em caso de agressão exterior) assinados com a Ossétia e a Abkházia são a melhor garantia de que a Rússia não pretende abandonar a região", falou Putin em discurso ao vivo em um programa de televisão na qual responde perguntas dos russos.

Putin assinalou que Moscou "está disposta a oferecer toda a ajuda possível à Abkházia e Ossétia, inclusive nas atuais e difíceis condições de crise financeira".

"Quanto à reconstrução da Ossétia do Sul, o orçamento contempla consideráveis recursos financeiros, reservados especialmente para esse objetivo", apontou.

Ainda falou que "se a Geórgia não tivesse protagonizado a agressão contra a Ossétia de fato, a Rússia haveria, possivelmente, prosseguido os esforços para a reunificação da Geórgia".

"Por outro lado, após a agressão era evidente que isso já não era possível, que precisávamos tomar medidas para evitar no futuro um derramamento de sangue na região", acrescentou.

Putin, que acusou os dirigentes georgianos de "dar um duro golpe à integridade territorial de seu próprio Estado", comparou o ocorrido na Ossétia do Sul à Guerra do Iraque.

"No Iraque, os soldados americanos entraram com a desculpa de encontrar armas de destruição em massa. As armas não encontraram, e o chefe do Estado (Saddam Hussein), enforcaram certamente por outros motivos, por exterminar várias aldeias xiitas", assinalou.

Enquanto, "as autoridades georgianas lançaram um banho de sangue e o extermínio dos cidadãos inocentes da Ossétia do Sul, arrasaram dez aldeias, atacaram nossas forças de paz".

"O Iraque nunca atacou aos EUA e na Ossétia agrediram nossos soldados, que cumpriam seu dever em virtude de nossas obrigações internacionais. Muitos morreram e alguém deve responder por isso", comentou.

O primeiro-ministro russo considera que a agressão georgiana "foi um crime não só contra a Rússia e seus cidadãos, mas contra o povo osseta e o georgiano". EFE io/jp

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