Putin diz que desfile militar com armamento pesado não é uma forma de ameaça

Moscou, 5 mai (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que o reatamento dos desfiles militares com armamento pesado não tem como objetivo ameaçar ninguém, mas sim mostrar a crescente capacidade do país em matéria de defesa.

EFE |

"Não estamos brandindo as armas. Não estamos ameaçando ninguém e não temos intenção de fazer isto, não estamos impondo nada a ninguém" declarou Putin.

Segundo ele, "trata-se de uma demonstração" da capacidade russa "no âmbito da defesa".

O desfile que acontecerá no próximo dia 9 será o primeiro em muitos anos na Praça Vermelha a exibir armamento pesado.

O ativista pelos direitos humanos, Lev Ponomariov, disse que a exibição de armamento militar no desfile é algo que "sobra em um país que pretende demonstrar que segue uma linha de desenvolvimento pacífico".

"O armamento militar na parada é uma demonstração de força e de que somos uma ameaça para o mundo. A quem estamos mostrando nosso poderio? À Geórgia? Já sabemos que nosso Exército é mais forte que o da Geórgia. Ao Ocidente? Acredito que mantemos relações de cooperação com os países ocidentais", declarou Ponomariov.

Segundo o ativista, "todos estes desfiles tiram a atenção do dia a dia nas forças armadas".

"Trata-se de um ato simbólico com o intuito de mostrar ao mundo e aos russos nossa potência, que somos fortes e muito poderosos. É uma tentativa artificial de fazer renascer o mito soviético de que quem nos teme nos respeita", declarou Arseni Roginski, presidente da organização de direitos humanos "Memorial".

A última parada militar na Praça Vermelha que exibiu armamento pesado aconteceu em 7 de novembro de 1990, um ano antes da desintegração da União Soviética.

Embora em 1995, em comemoração ao cinqüentenário da vitória na Segunda Guerra Mundial, tenha se celebrado um grande desfile militar, esta parada aconteceu junto a um complexo memorial no oeste de Moscou.

A tradição de realizar paradas militares na principal praça do país foi retomada em 1996, mas sem exibir armamento. EFE egw/rr/fal

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