Putin diz que 2009 será um ano difícil para a Rússia, mas sem catástrofe

Moscou, 27 fev (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que 2009 será um ano difícil para o país, mas garantiu que não acontecerá uma catástrofe.

EFE |

Este ano "será difícil, mas não acontecerá nenhuma catástrofe: estamos em condições de controlar a situação e a controlaremos", declarou Putin, segundo a agência "Itar-Tass", em reunião com a liderança do partido governista Rússia Unida, em sua residência de Novo-Ogaryovo, nos arredores de Moscou.

"Seguimos os processos na economia mundial. Dependemos dela e nos vemos obrigados a constatar que a crise está longe de terminar e inclusive não chegou a seu pior momento", advertiu.

Segundo o primeiro-ministro russo, as medidas de combate à crise adotadas pelos países desenvolvidos "ainda não dão resultados visíveis", o que fez com que o estado de crise "possa se manter por um tempo suficientemente longo".

Putin declarou que em março o Parlamento estudará uma revisão dos orçamentos para este ano.

Afirmou que não se planeja uma "redução geral dos gastos, mas estes aumentarão um pouco".

Além disso, Putin declarou que não serão limitadas as formas legais de protesto como consequência da crise econômica.

"Até este momento nossas forças políticas legais atuaram com grande responsabilidade. Espero que continuem fazendo isto no futuro. Não podemos nem devemos limitar, e não o faremos, as formas legais de protesto", declarou Putin, citado pela agência oficial "RIA Novosti".

Inclusive em condições de prosperidade econômica e social, há pessoas que destacam os erros das autoridades, declarou o primeiro-ministro.

"Aí está a essência da democracia. (O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Winston) Churchill dizia que a democracia é a pior forma de Governo, mas que não há melhores. Estou de acordo com ele", declarou.

Segundo Putin, em condições de crise aumenta o desejo de protestar, há mais motivos para criticar as autoridades.

"Em termos gerais não é negativo caso seja feito de acordo com a legislação vigente. Os que se saem deste âmbito perseguem interesses mesquinhos. Não podemos permitir fatos como os que ocorrem em outros países", concluiu, em alusão às manifestações violentas em alguns países europeus. EFE bsi/fal

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