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Putin denuncia genocídio na Ossétia do Sul

Moscou, 10 ago (EFE).- O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, qualificou hoje de genocídio as ações dos militares georgianos na Ossétia do Sul, enquanto os dissidentes russos mais conhecidos pedem uma condenação internacional da agressão da Rússia contra a Geórgia.

EFE |

Em reunião com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, Putin contou a ele sobre os relatos de horror que escutou dos refugiados da Ossétia do Sul em sua viagem ontem à república russa da Ossétia do Norte.

Putin, quem há quase dez anos dispôs a entrada das tropas russas na Chechênia, disse que o que escutou "excede o marco de operações militares e é um genocídio do povo osseta".

Medvedev disse que ordenará à Promotoria documentar os "crimes cometidos contra a população civil na Ossétia do Sul".

Simultaneamente, o dissidente Serguei Kovalev, que passou pelas prisões soviéticas e, após a queda da URSS, voltou a enfrenta o Kremlin com suas denúncias dos crimes cometidos na Chechênia, apelou à comunidade internacional que condene as ações da Rússia na Geórgia.

O dissidente pede que a Rússia seja expulsa do G8, que sejam adotadas sanções em nível da ONU, da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa e da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa.

Elena Bonner, viúva do prêmio Nobel da Paz Andrei Sakharov, pediu a ONU para suspender o mais rápido possível o mandato pacificador da Rússia no Cáucaso e proibir semelhantes missões a países contíguos com a zona de conflito.

Enquanto isso, o encarregado de Direitos Humanos na Rússia, Vladimir Likin, quer a criação de um tribunal que julgue os culpados pela destruição de Tskhinvali. EFE mb/ma

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