Putin ataca interferência dos EUA na Geórgia

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de fabricarem o conflito na Geórgia para favorecer um candidato na corrida às eleições americanas de novembro.

AFP |

A Casa Branca reagiu imediatamente, considerando a acusação "claramente falsa".

Em entrevista ao canal de televisão CNN, Putin disse: "se não me engano, isso gera suspeitas de que alguém nos Estados Unidos criou este conflito para agravar a situação e dar vantagem na corrida para um dos candidatos ao cargo de presidente".

Além desses comentários, Putin criticou a interferência dos EUA na Geórgia, dizendo que os americanos no local "acatavam ordens de seu líder" durante o conflito.

A disputa já está acirrada nas eleições presidenciais de 4 de novembro nos Estados Unidos entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, que foi duro na resposta ao conflito na Geórgia.

"O fato é que os cidadãos americanos estavam realmente na área de conflito durante o período de hostilidades. Deveriam admitir que só poderiam fazê-lo seguindo as ordens diretas de seus líderes", disse Putin ao canal na entrevista que será divulgada ainda nesta quinta-feira.

"Então, atuaram seguindo estas ordens, fazendo o que lhes foi recomendado, e a única pessoa que pode ter dado estas ordens foi seu líder", acrescentou Putin.

Estas acusações geraram reações fortes da Casa Branca.

"Sugerir que os Estados Unidos orquestraram a situação em nome de um candidato político não soa muito racional", disse a porta-voz Dana Perino.

"Essas acusações são claramente falsas, mas também dão a entender que seus funcionários de Defesa, que acreditavam nessas informações, estão lhes dando maus conselhos", acrescentou.

Os conflitos entre a Geórgia e a Rússia começaram em 8 de agosto, depois que o exército georgiano lançou uma ofensiva para recuperar a Ossétia do Sul, que se separou no início dos anos 1990.

A Rússia deteve sua ofensiva na Geórgia, que durou cinco dias, mas não cumpriu com o compromisso de retirada de suas tropas do território georgiano.

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