Putin afirma que escudo antimísseis americano é dirigido contra a Rússia

Moscou, 24 nov (EFE).- O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que os elementos do escudo antimísseis que os Estados Unidos planejam posicionar na Polônia e na República Tcheca vão ser dirigidos contra a Rússia.

EFE |

"Este projeto está dirigido contra o potencial estratégico da Rússia", declarou Putin durante uma conferência internacional sobre assuntos humanitários.

Ele acrescentou: "Não se sabe quem sai ganhando com estes planos, mas está claro que o mundo em geral e a Europa, sobretudo, perdem".

A Rússia afirma que o radar que os EUA devem posicionar em território tcheco permitiria que o Pentágono controlasse as bases de mísseis estratégicos posicionadas na parte européia da Rússia e os submarinos nucleares da Frota do Norte.

Enquanto isto, os mísseis interceptores em solo polonês poderiam abater foguetes russos durante a fase inicial de lançamento.

Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro russo expressou sua esperança de que Washington "se abstenha de equipar as plataformas tcheca e polonesa para o escudo antimísseis".

Neste caso, acrescentou, "nossas medidas de resposta - posicionamento de mísseis táticos Iskander no enclave báltico de Kaliningrado - deixariam de fazer sentido" e "se poderia retornar a uma perigosa e negativa tendência no continente europeu".

Putin afirmou que o objetivo da política externa russa é "manter a estabilidade das relações estratégicas" e "evitar o vácuo legal na área das armas nucleares".

"Não é um segredo que encontrar uma solução comum com a atual Administração americana não é possível, mas esperamos que o novo Governo seja mais construtivo, responsável e, o que não é menos importante, tenha uma visão a longo prazo", declarou.

Por outra parte, Putin expôs os princípios que o novo acordo de segurança na Europa deve defender.

"Primeiro, não garantir a segurança de alguns a custa da de outros. Segundo, não permitir ações que enfraqueçam o espaço de segurança comum no âmbito de uma aliança ou união. Terceiro, não permitir que a expansão dos blocos militares prejudique outros países", afirmou.

Além disso, defendeu que seja considerado o direito humanitário na hora de fabricar novos tipos de armamento. EFE io/fal

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