Putin aceita concorrer na eleição presidencial da Rússia

Anúncio, já dado como certo desde setembro, tem como objetivo dar fôlego ao partido Rússia Unida nas eleições do próximo domingo

iG São Paulo |

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, aceitou neste domingo a indicação de seu partido para concorrer à presidência na eleição marcada para 4 de março. O anúncio, já dado como certo desde setembro deste ano , tem como objetivo dar fôlego ao seu partido Rússia Unida, que sofre com queda na popularidade, na votação parlamentar marcada para o próximo domingo.

Putin aceitou a indicação antes mesmo de o congresso do partido realizar uma votação final, na qual sua candidatura foi aprovada por unanimidade. "Foram entregues 614 cédulas. Resultado da votação: 614 votos a favor, nenhum contra", anunciou Boris Grizlov, presidente do Conselho Supremo da Rússia Unida. O ato partidário teve participação do atual presidente da Rússia, Dmitri Medvedev.

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Os 10 mil presentes no congresso, realizado no estádio Luzhniki de Moscou, celebraram o resultado cantando de pé o nome de Putin. "Para todos nós é evidente: hoje começa uma nova etapa no desenvolvimento da Rússia", afirmou Putin em discurso de forte teor populista.

Em seu pronuniamento, Putin prometeu "trabalhar diariamente para elevar a qualidade de vida no país" e "sempre dizer a verdade ao povo, por mais difícil que seja". O atual premiê russo, que já foi presidente do país por oito anos, destacou que "é preciso carregar com mais impostos o luxo e o consumo excessivo", enquanto "para o cidadão simples os impostos não devem ser pesados".

Putin assinalou como tarefas prioritárias "o cumprimento dos compromissos sociais, a defesa dos interesses da maioria, a luta contra qualquer injustiça, a defesa dos direitos e da dignidade do homem".

O candidato também ressaltou a necessidade de "criar um Exército e uma Armada, um complexo militar-industrial que sejam capazes de garantir à Rússia uma paz segura sem prejudicar nossa economia e, pelo contrário, estimulá-la".

Medvedev, já anunciado como futuro primeiro-ministro após uma eventual vitória de Putin, afirmou que o partido "Rússia Unida erra às vezes, mas a oposição que o critica com frequência simplesmente mente". 

Pesquisas indicam que Putin, que foi presidente entre 2000 e 2008, vencerá a eleição apesar da recente queda em índices de aprovação. Esses mesmos levantamentos também mostram que o Rússia Unida poderá perder a maioria de dois terços das cadeiras na Câmara .

Em 24 de setembro, Medvedev e Putin anunciaram os planos de trocarem de postos durante um encontro partidário. A declaração foi recebida de diferentes maneiras pelos russos. Alguns levantaram questões sobre o futuro político do país e sobre a estagnação econômica.

*Com Reuters e EFE

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