Punks alemães e indígenas acampam perto da sede do G8 no Japão

Cerca de mil opositores à cúpula do G8, entre eles punks alemães e indígenas locais, acampavam nesta segunda-feira perto da estação termal japonesa de Tokayo, onde se reúnem os líderes dos países ricos.

AFP |

Os serviços de segurança bloquearam todos os acessos ao hotel de luxo onde estão os chefes de Estado e de governo, na ilha de Hokkaido, no norte do Japão.

As autoridades japonesas permitiram que os militantes 'alterglobalização' se instalassem num campo do outro lado do lago Toya, a cerca de 30 km do local da cúpula do G8.

Os organizadores esperam assim vigiar com mais facilidades os perturbadores e prevenir eventuais tumultos.

Cerca de 50 militantes tentaram se aproximar do local da cúpula, mas foram impedidos por uma centena de policiais armados com cassetetes.

"Isso não é a democracia!", reclamou um dos manifestantes.

Depois de encarar os policiais durannte meia-hora, os alterglobalização voltaram a seu acampamento.

Procedentes dos Estados Unidos, da Europa, do sudeste asiático ou da Coréia do Sul, os militantes colocaram bandeiras e faixas proclamando "Não ao G8" diante de suas barracas, sob o olhar espantado dos camponeses desta região rural do norte do arquipélago.

O governo japonês mobilizou cerca de 40.000 policiais em Hokkaido e em Tóquio durante o período da cúpula, e reforçou os controles nos aeroportos.

Os organizadores das manifestações se queixaram de ser apresentados como "terroristas" e denunciaram o fato de que vários militantes foram impedidos de entrar no Japão.

oh/yw

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