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PT equipara Israel a exército nazista

Rio de Janeiro, 5 jan (EFE).- O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamou hoje de terrorismo de Estado o ataque de Israel a Gaza e equiparou as ofensivas israelenses a uma prática típica do exército nazista.

EFE |

"Os ataques do Exército de Israel contra o território palestino, que já causaram milhares de vítimas e centenas de mortes, além de danos materiais, só podem ser caracterizados como terrorismo de estado", enfatizou o PT em comunicado, assinado por seu presidente, Ricardo Berzoini e seu secretário de Relações Internacionais, Valter Pomar.

O partido rejeitou qualquer "justificativa" baseada na defesa do Governo israelense e ressaltou que a represália contra civis é uma "prática típica do Exército nazista".

O PT considerou que os ataques, que "sob o pretexto" de combater ao terrorismo, vão "alimentar o ódio popular" dos inimigos dos Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio "aumentando a tensão mundial".

O partido, fundado por Lula, convocou seus militantes a participar das manifestações que se convoquem contra a guerra e reafirmou seu "integral apoio" ao que classificou como "causa palestina".

O PT não mencionou a quebra do cessar-fogo por parte do grupo Hamas, que começou a lançar foguetes contra o território israelense antes mesmo do fim da trégua, em 19 de dezembro.

O Governo brasileiro manteve uma posição mais moderada e conciliadora porque embora tenha "deplorado" os ataques aéreos e a incursão militar terrestre do Exército israelense não chegou a se posicionar d lado de nenhum dos protagonistas da disputa.

Em discurso, Lula falou em desigualdade de forças embora não tenha deixado de classificar o movimento islamita Hamas como "muito radical" e pediu a ambos os lados que cessem a violência.

Lula pediu ao ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, para tentar convocar uma cúpula, em colaboração com a França, a fim buscar uma solução de diálogo ao conflito.

Na semana passada, o ministro brasileiro ligou para autoridades dos Estados Unidos, França, Egito, da ONU e para o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, mas a iniciativa da cúpula não avançou. EFE mp/jp

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