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Provocador, Irã pede novas sanções, dizem EUA e União Europeia

Por Mark Heinrich VIENA (Reuters) - Os Estados Unidos e a União Europeia acusaram o Irã de quebrar as regras de transparência ao elevar o enriquecimento de urânio sem a vigilância adequada da Organização das Nações Unidas e disse que o comportamento provocador do Irã pede por sanções mais duras.

Reuters |

Autoridades dos dois países falaram numa reunião tensa na quarta-feira com diretores da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU dizer que estava preparado para lidar com as propostas das potências ocidentais por novas sanções contra o Irã, às quais até o momento a China tem colocado resistência.

Um diplomata presente à reunião a portas fechadas da Agência Internacional de Energia Atômica, com 35 países, afirmou que o embaixador da China reiterou que deve se insistir em mais negociações, e não em sanções contra seu importante parceiro comercial.

O diretor da AIEA, Yukiya Amano, num relatório de 18 de fevereiro à diretoria da agência da ONU, disse que pela primeira vez os serviços de inteligência mostravam que o Irã poderia estar tentando projetar um míssil com arma nuclear atualmente, e não apenas no passado - como Washington avaliou em 2007.

Os enviados dos EUA e da EU disseram na reunião que eles compartilhavam essa preocupação.

Amano também afirmou que o Irã iniciou o enriquecimento de urânio a um grau mais alto em 9 de fevereiro, antes que os inspetores pudessem chegar ao local e intensificar o monitoramento. Diplomatas disseram que o Irã agora estava bloqueando as requisições por mais câmeras e inspeções com avisos de antecedência de minutos.

O Irã disse aos Estados membros da AIEA que alertara a agência da ONU por carta dois dias antes do incremento no enriquecimento, cumprindo suas obrigações, e denunciou o relatório de Amano como "enganoso" e no geral "não equilibrado".

O embaixador do Irã Ali Asghar Soltanieh também afirmou que Teerã reservava-se no direito de se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT), caso não fosse tratado justamente, contaram diplomatas presentes à reunião.

Uma retirada do NPT pelo Irã significaria a expulsão dos inspetores da AIEA e poderia provocar um ataque israelense ou norte-americano.

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