Protestos violentos deixam três soldados mortos no Iêmen

Manifestações que exigem a renúncia do presidente ALi Abdullah Saleh já deixaram mais de 30 mortos

Reuters |

AFP
Centenas de manifestantes protestam contr ao governo em Saada, no Iêmen

Confrontos espalhados por várias partes do Iêmen nesta segunda-feira causaram a morte de três soldados no norte do país, enquanto forças militares foram mobilizadas para controlar as manifestações que exigem a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh.

O empobrecido país da península Arábica tem sido abalado por semanas de protestos que ameaçam o governo de 32 anos de Saleh, com manifestantes pró e anti-governo usando cada vez mais a violência nos confrontos.

Nesta segunda, dois soldados e um oficial morreram em confrontos na província de al-Jawf, que faz fronteira ao norte com a gigante do petróleo Arábia Saudita, segundo a agência de notícias estatal do Iêmen, Saba.

Sete manifestantes morreram desde sábado, aumentando o número de mortes nos protestos para mais de 30.

Os Estados Unidos, que há muito tempo consideram Saleh um aliado contra o braço da Al-Qaeda no Iêmen, condenaram o derramamento de sangue e apoiaram o direito ao protesto pacífico, mas insistiram que apenas o diálogo poderá por fim à crise política.

Os combates se intensificaram depois que manifestantes invadiram um prédio municipal. Forças de segurança atiraram contra eles, ferindo 10 pessoas, mas não conseguiram impedir que tomassem o controle do prédio, disseram autoridades locais.

Na província central de Maarib, onde estão localizados diversos campos de petróleo e gás natural de empresas internacionais, o governador Naji Zayedi foi esfaqueado enquanto tentava dispersar, junto com a polícia, uma greve de milhares de pessoas.

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