Protestos perdem intensidade no dia da Cúpula do G20

Londres, 2 abr (EFE).- As manifestações organizadas em torno da Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) perderam hoje intensidade e ocorreram sem grandes incidentes, coincidindo com a reunião de chefes de Estado e de Governo realizada em Londres.

EFE |

Após os distúrbios do grande protesto da quarta-feira, quando houve vários confrontos entre a Polícia e alguns participantes, as manifestações de hoje ocorreram em um clima de normalidade e tranquilidade.

Em frente ao centro de conferências Excel, onde ocorreu a reunião dos líderes do G20, várias centenas de pessoas se reuniram para protestar contra o atual sistema econômico, o descumprimento dos compromissos ambientais por parte de alguns países e a violação aos direitos humanos.

O primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, que assistiu à cúpula como representante dos países africanos, esteve no centro das críticas dos manifestantes, que denunciaram o envolvimento dele no "genocídio" que acontece na Etiópia.

Enquanto isso, na City (centro financeiro) londrina, várias dezenas de pessoas se reuniram para prestar homenagem ao manifestante que morreu ontem, supostamente devido a um ataque cardíaco, durante os protestos.

No centro da cidade, também não houve distúrbios, disse à Agência Efe um porta-voz da Scotland Yard, o que contrastou com os incidentes de ontem, quando o coração financeiro de Londres se transformou quase em um campo de batalha, que deixou vários feridos e levou à detenção de 109 pessoas pela Polícia.

A Polícia metropolitana fez batidas ao longo do dia em diferentes pontos da cidade, após identificar alguns dos que participaram dos distúrbios, graças às imagens gravadas por vários agentes, que foram ao protesto com câmeras.

Nas manifestações da quarta-feira, alguns participantes quebraram vidros da fachada do Royal Bank of Scotland, símbolo da crise financeira no Reino Unido, e entraram no local.

A Polícia respondeu fechando todos os acessos e impediu que os manifestantes saíssem da área por várias horas, o que também afetou os que participavam da marcha de forma pacífica.

O cerco fez com que centenas de pessoas ficassem sem água e sem acesso a banheiros durante várias horas.

O ponto curioso do dia ficou por conta de Alain Robert, mais conhecido como "o Homem-Aranha francês", que, caracterizado como o popular personagem de história em quadrinhos, subiu no edifício da seguradora Lloyd's of London para protestar contra a mudança climática. EFE otp/an

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