Protestos pela alta do preço do gás deixam 2 mortos no Chile

Duas mulheres e menina de dois anos, que ficou ferida, são atropeladas por caminhão durante manifestação contra aumento de preços

iG São Paulo |

Uma manifestação na terça-feira na cidade de Punta Arenas - a 3 mil km ao sul de Santiago - deixou dois mortos e quatro feridos depois do fracasso do diálogo entre o governo e autoridades e dirigentes locais pela futura alta do preço do gás, informou a polícia chilena. Pelo menos 21 pessoas foram presas.

Os protestos são o primeiro grande desafio político que o presidente Sebastián Piñera enfrenta neste ano. Ele fez uma promessa de campanha dizendo que os preços do gás não aumentariam, mas a companhia de petróleo estatal vem encontrado problemas para manter os fornecimentos. O Chile importa 93% de seu gás.

O general Cristián Yévenes, chefe da região de Punta Arenas, confirmou durante a madrugada desta quarta-feira que duas mulheres morreram poucos minutos depois do início das manifestações. Yévenes informou que um veículo atropelou as duas e uma menina de 2 anos, que foi levada ao hospital e é uma dos quatro feridos nos protestos.

As duas mulheres e a menor encontravam-se em uma barricada formada por moradores quando foram atropeladas por um caminhão que as lançou em um incêndio provocado pelos manifestantes, disse o diretor do Serviço de Saúde de Magallanes, Jorge Fries. Uma das vítimas morreu em decorrência de queimaduras, enquanto a outra por causa das múltiplas fraturas causadas pelo acidente.

O general Yévenes disse que está investigando a placa do veículo para chegar ao motorista, que fugiu do local.

O subsecretário do Interior chileno, Rodrigo Ubilla, defendeu a polêmica decisão tomada pela Empresa Nacional do Petróleo (Enap) de aumentar a partir de fevereiro o preço do gás, assinalando que "é correta para preservar as principais riquezas da Região de Magalhães".

Com a iminente paralisação de Punta Arenas, os turistas começaram a abandonar a cidade e tomar os últimos voos antes do bloqueio do aeroporto local.

Os habitantes da cidade iniciaram uma greve com prazo indefinido durante a madrugada desta quarta-feira, que, se for prolongada por mais de três dias, provocará o desabastecimento da região.

O protesto é o terceiro realizado em uma semana nessa cidade da Patagônia chilena contra uma decisão do governo do Chile de aumentar em 17% o preço do gás, que era menor nessa região do sul que no resto do país.

*Com AFP, EFE e AP

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