Protestos pacíficos em Baden-Baden precedem cúpula da Otan

Berlim, 3 abr (EFE).- A cidade de Baden-Baden, na qual ocorrerá o jantar de abertura da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), viveu hoje um dia tranquilo, com protestos pacíficos e menor número de manifestantes que o previsto.

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Entre 150 e 500 manifestantes, segundo as fontes, participaram hoje de um ato de protesto na pequena cidade balneária, que, desde quinta-feira, está praticamente tomada pela Polícia.

A manifestação, que, segundo informações da Polícia, transcorreu pacificamente, começou com atraso na estação, pois os manifestantes tinham decidido esperar para atrair mais público.

De acordo com Monty Schädel, um dos dirigentes da plataforma organizadora, a falta de participação evidenciou a atuação policial intimidatória a que a manifestação foi vítima.

"Não é sinal de que o movimento pacifista é fraco, mas de que a repressão policial teve efeito e muitos manifestantes se deixaram dissuadir", disse.

Na região em torno de Baden-Baden e Kehl, a outra cidade alemã que recebe parte da cúpula, há um total de 15 mil policiais desdobrados.

Os organizadores acreditam que muitos dos ativistas que estão em Estrasburgo, onde será realizada a maior parte da cúpula e onde já foram registrados protestos violentas, optaram por não se aproximar de Baden-Baden com medo de que a Polícia os impedisse de voltar.

Para o professor de ciências políticas da Universidade de Freiburg Ulrich Eith, um dos motivos pelos quais a jornada de Baden-Baden transcorreu sem problemas pode ter sido o "fator Obama", em referência ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O Governante americano visitou hoje a cidade, e se prontificou a seguir uma linha política menos militarista que seu antecessor, o que teria ajudado a aplacar um pouco a atitude de protesto.

As autoridades tinham estabelecidos condições rígidas para a manifestação e, além de exigir que ocorresse a vários quilômetros do local da cúpula da Otan, proibiram os ativistas de usarem máscaras, capuzes ou lenços, assim como de pintarem o rosto para dificultar uma possível identificação.

Os manifestantes também são obrigados a manter uma distância de segurança de vários metros em relação aos agentes antidistúrbios.

EFE ih/db

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