Centenas de pessoas foram às ruas neste sábado, em Nova York, protestar contra a decisão, na sexta-feira, de absolver os três policiais que, em 2006, crivaram de balas um jovem negro de 23 anos, no dia de seu casamento, na saída de uma boate.

Os manifestantes fizeram uma passeata nas ruas do Harlem, bairro do norte de Manhattan, entoando "não há justiça, não há paz" e carregando cartazes com números para recordar as 50 balas disparadas contra Sean Bell, que estava desarmado.

Entre os manifestantes, Al Sharpton, militante histórico da luta pelos direitos civis, convocou outras mobilizações e atos pacíficos de desobediência.

"Sabemos, estrategicamente, como bloquear essa cidade", disse Sharpton.

Na sexta, o juiz Arthur Cooperman decidiu abandonar as diligências contra três policiais que, em 26 de novembro de 2006, perseguiram de carro um veículo na saída da boate, disparando contra seus três ocupantes. Sean Bell foi morto, e seus dois amigos ficaram feridos.

Os policiais justificaram o uso de suas armas, alegando que acreditaram que os ocupantes do veículo estivessem armados, o que não foi o caso.

O juiz estimou que os policiais não tinham responsabilidade criminal na morte de Sean Bell: "os testemunhos não foram suficientes para provar que os policiais se enganaram ao abrir fogo".

O depoimento dos três oficiais foi "mais crível do que o das vítimas", disse o juiz, em um comunicado.

ksh/tt

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