Protestos no Haiti chegam à fronteira com a República Dominicana

Os distúrbios decorrentes da alta inflação que sacodem o Haiti chegaram hoje à cidade de Ouanaminthe, na fronteira com a localidade dominicana de Dajabón.

EFE |

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    As ONGs Solidarite Frontalye e Serviço Jesuíta a Refugiados e Migrantes (SJRM) disseram à imprensa que as barricadas com pneus queimados obrigaram as escolas e o comércio fechar.

    Por conta do clima de tensão, a Polícia Nacional do Haiti e a Missão de Estabilização das Nações Unidades (Minustah) reforçaram a vigilância nos escritórios da alfândega em Ouanaminthe.

    Segundo a Solidarité Frontalye e o SJRM, aparentemente os postos fronteiriços da cidade estão na mira da população, que acusa os funcionários de dificultar a importação de produtos da República Dominicana.

    Comerciantes disseram hoje a uma rádio local que, durante o dia, os agentes da imigração e da alfândega apreendem frangos, ovos e outros produtos que haitianos trazem da República Dominicana, mas que, à noite, eles "discretamente vendem" os produtos para "outros comerciantes".

    Segundo a Solidarité Frontalye e a SJRM, os povos do noroeste do Haiti perderam há anos sua esperança de desenvolvimento, razão pela qual os camponeses da região preferem migrar para a República Dominicana em busca de emprego.

    As duas ONGS aproveitaram para pediram ao Governo haitiano que faça um "grande" investimento no setor agrícola, para que a produção nacional e a geração de empregos voltem a ganhar força.

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