Protestos na Tailândia deixam 2 mortos

Por Martin Petty BANGCOC (Reuters) - Soldados tailandeses dispararam contra manifestantes antigoverno em Bangcoc na segunda-feira e os manifestantes responderam com bombas incendiárias e pedradas, deixando duas pessoas mortas e agravando a crise política na Tailândia.

Reuters |

Uma pessoa morreu no confronto entre manifestantes e moradores, disse o ministro Satit Wongnongtaey na televisão. Um hospital informou que outra pessoa foi morta devido à violência.

O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, que declarou estado de emergência em Bangcoc no domingo, disse pouco antes da meia-noite que a maior parte da cidade estava de volta ao normal.

O Instituto Médico de Emergência informou que 94 pessoas, incluindo soldados, ficaram feridas nos confrontos de segunda-feira.

Perto do anoitecer, soldados avançavam em uma área controlada por manifestantes perto da sede do governo, onde fica o gabinete do primeiro-ministro, preparando o terreno para uma última investida com o objetivo de pôr fim às manifestações.

Centenas de soldados apoiados pela polícia de choque perfilaram-se em duas rodovias nas proximidades da sede do governo, onde os manifestantes partidários do ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, conhecidos como os "camisas vermelhas", estão acampados desde o fim de março.

O Exército também montou bloqueios nas vias para evitar que outros manifestantes voltassem à área da sede do governo.

Preparando-se para o conflito, manifestantes atearam fogo em diversos ônibus a fim de conter as tropas. Parte de um prédio governamental estava em chamas e um canal de televisão tailandês disse que o fogo foi provocado por uma bomba incendiária. Uma fumaça preta subia pelos céus de Bangcoc.

Vários milhares de "camisas vermelhas" permaneciam na área da sede do governo quando a noite caiu. O primeiro-ministro Vejjajiva apareceu na televisão pedindo às pessoas a saírem de lá e a garantirem sua segurança.

Os confrontos ocorreram dois dias depois de manifestantes "camisas vermelhas" forçarem o cancelamento de uma cúpula asiática na Tailândia, num grande constrangimento para Abhisit, a quem tentam derrubar. Ele assumiu o governo em dezembro.

A violência começou antes do amanhecer no começo do feriado do Ano-Novo tailandês, em grande parte perto do cruzamento Din Daeng. Mesmo com os confrontos entre soldados e manifestantes nas ruas, em outras regiões da cidade crianças e adultos comemoravam o ano-novo.

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