Protestos na Moldávia deixam mais de 30 feridos

Moscou, 7 abr (EFE).- Mais de 30 pessoas ficaram feridas hoje em Chisinau, capital da Moldávia, durante confrontos entre a Polícia e manifestantes que invadiram e danificaram o Parlamento como foram de denunciar uma suposta fraude nas eleições parlamentares de domingo, informou Yuri Baziliuk, médico plantonista do Hospital de Urgências.

EFE |

A Polícia diz que controla a situação na cidade, mas teve dez agentes feridos durante os choques com os manifestantes.

"Recebemos mais de 30 feridos, tanto policiais quanto manifestantes. Há feridos graves", confirmou o médico à agência russa "Interfax".

A jornalista Natalia Morar, uma das organizadoras dos protestos, disse ao jornal digital russo "Gazeta.ru" que pelo menos uma pessoa morreu, mas nem a Polícia nem os serviços médicos confirmaram essa versão.

"Não é verdade. Alguém divulga premeditadamente esses rumores. Há feridos graves, mas a vida de nenhum deles corre risco de morrer", disse Baziliuk.

Os manifestantes, em sua maioria jovens, que protestavam contra uma suposta fraude nas eleições parlamentares de domingo, quebraram janelas, tiraram móveis do prédio do Parlamento e tentaram fazer fogueiras com eles.

Em um primeiro momento, eles tentaram invadir a residência do presidente, após jogarem pedras e garrafas em sua fachada, mas foram impedidos pela Polícia, que usou mangueiras de água para dispersá-los.

Os opositores pedem a unificação da Moldávia com a Romênia e acusam o governante Partido dos Comunistas da Moldávia de fraudar as eleições parlamentares de domingo, das quais saiu vitorioso.

Segundo os resultados oficiais, os comunistas tiveram 50% dos votos, com os quais mantêm o controle da câmara que, segundo a Constituição moldávia, elege o chefe do Estado.

Logo em seguida, começaram os protestos da oposição, reunindo 15 mil pessoas em diferentes locais do centro de Chisinau, onde se encontram os principais prédios estatais.

"Abaixo o comunismo", "Melhor estar morto que ser comunista", "Queremos estar na Europa" e "Somos romenos" foram algumas das frases gritadas pelos manifestantes nas ruas da capital moldávia.

Eles organizaram um grupo denominado "Eu sou anticomunista", que assumiu a coordenação das ações de protesto contra o Governo comunista da Moldávia, umas das repúblicas que fazia parte da União Soviética. EFE se/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG