Protestos na França pedem maior agilidade das adoções de haitianos

Paris, 23 jan (EFE).- Centenas de pessoas protestaram hoje na França para pedir ao Governo que acelere os trâmites para as adoções em curso de crianças haitianas.

EFE |

Em Paris, 300 pessoas se manifestaram em frente ao Ministério de Assuntos Exteriores, informou a emissora "France Info", que relatou que as manifestações se repetiram em outras cidades francesas como Toulouse, onde centenas de cidadãos se reuniram em frente da Prefeitura.

Os manifestantes, na maioria famílias que esperam por agilidade nas adoções, levavam uma simbólica garrafa de água vazia representando cada dossiê de adoção.

A pressão cidadã ocorreu um dia após a chegada à França de um primeiro avião com 33 menores haitianos com idades entre um e seis anos que, antes do terremoto que castigou Porto Príncipe em 12 de janeiro, esperavam apenas por um visto para serem entregues às famílias adotivas.

A primeira-dama francesa, Carla Bruni, foi até o aeroporto de Roissy dar às boas-vindas às crianças.

Recentemente, o embaixador francês no Haiti, Didier Le Bret, declarou que "em muito curto prazo" uma segunda remessa de 50 crianças, cujo processo de adoção está quase terminado, chegará à França.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE jaf/dm

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