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Protestos na Alemanha por acordo energético com Brasil

Várias associações ecologistas e de ajuda ao desenvolvimento da Alemanha protestaram ante o ministério do Meio Ambiente pela assinatura de um acordo energético do país com a Alemanha, prevista para quarta-feira.

AFP |

Cerca de cinqüenta pessoas participaram dos protestos com uma faixa na qual podia-se ler "Biocombustíveis provocam a fome", contra o acordo que não incluirá dados concretos sobre o aumento das exportações de biocombustível para a Alemanha, e sim uma declaração genérica sobre a eficiência energética e projetos comuns no âmbito do protocolo de Kyoto.

"Apesar de não existir cifras, o convênio vai provocar um aumento das exportações de 'biocombustível sustentável', algo que na nossa opinião não existe", disse um dos manifestantes. "O etanol prejudica o homem e a natureza", explicou.

Os manifestantes criticaram ainda as condições trabalhistas nos campos de cana-de-açúcar: "em 2007, a polícia brasileira liberou cerca de 3000 pessoas que trabalhavam em condições de escravidão e 40 trabalhadores morreram em acidentes ou por cansaço".

Além disso, o aumento da superfície dedicada à cana-de-açúcar reduz, segundo os manifestantes, "cultivos de pequenos agricultores de alimentos e ameaça a floresta amazônica".

"Nos estados do Mato Grosso e Amazonas, no primeiro trimestre de 2008 se desmatou três vezes mais que no ano anterior", afirmou, por sua vez, uma nota da Inkota, uma rede de ajuda ao desenvolvimento criada em 1971 na antiga Alemanha Oriental.

A chanceler alemã Angela Merkel vai se reunir no Brasil com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, e participará depois da V Cúpula entre América Latina, União Européia e Caribe, no Peru.

alp/fb/sd

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