Protestos exigem renúncia de líder chinês de região uigur

Por Ben Blanchard e Lucy Hornby PEQUIM, 3 de setembro (Reuters) - Manifestantes se reuniam nesta quinta-feira na capital de Xinjiang, no extremo oeste da China, para reivindicar o afastamento do líder da região, em meio a um clima de medo provocado por ataques com seringas que reacendeu as tensões étnicas.

Reuters |

Foi uma rara manifestação pública de chineses da etnia han contra o Partido Comunista na região tensa de Xinjiang, onde no início de julho ocorreram choques mortais entre chineses han e muçulmanos da etnia uigur.

Ela aconteceu num momento delicado para a China, que se prepara para o 60o aniversário da fundação da República Popular, em 1o de outubro, para o qual está sendo feito uma operação nacional de reforço da segurança.

"Renuncie, Wang Lequan --o governo é inútil!," gritaram manifestantes diante da sede do governo regional em Urumqi, referindo-se ao chefe do Partido Comunista em Xinjiang, que ocupa o cargo há 14 anos. Outros pediram a execução dele.

"Wang Lequan, peça desculpas ao povo de Xinjiang," gritaram, alguns atirando garrafas e outros objetos na direção de Wang, segundo uma testemunha contou à Reuters, pedindo anonimato.

A testemunha estimou que 3.000 pessoas se reuniram na Praça do Povo, no centro de Urumqi, à tarde. À noite, as ruas já estavam vazias, disse ele.

A agência oficial de notícias Xinhua informou que mais de 1.000 pessoas participaram do protesto principal, que teria começado pela manhã, depois de divulgada a notícia de que um homem teria atacado uma menina de 5 anos com uma seringa.

A porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Jiang Yu, disse a jornalistas em Pequim que não estava informada de qualquer novo tumulto.

"Mas posso lhes dizer que o governo chinês é capaz de manter a estabilidade social," disse ela.

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