Protestos estudantis terminam com pelo menos 60 detidos no Chile

Santiago do Chile, 25 jun (EFE).- A Polícia chilena deteve hoje pelo menos 35 estudantes em Santiago e outros 25 na cidade de Copiapó durante um protesto contra a Lei Geral de Educação, aprovada no dia 19 de junho na Câmara dos Deputados.

EFE |

Estudantes e professores realizaram numerosas manifestações desde abril passado contra esta nova lei, que agora passará para o Senado, já que, segundo eles, aumentaria a desigualdade.

Além disso, exigem do Governo o fortalecimento da educação pública e o fim da seleção de alunos nos colégios.

Cerca de dois mil estudantes marcharam hoje de forma pacífica pelo centro de Santiago, da praça Itália até a praça Almagro, onde os dirigentes leram seus discursos e onde começaram os primeiros distúrbios, segundo a imprensa local.

Segundo informações da "Rádio Cooperativa", os agentes da Polícia também apartaram aproximadamente 200 manifestantes que tinham se sentado na via pública para protestar contra essas ações policiais.

Em uma entrevista ao canal "Television Nacional de Chile", a presidente Michelle Bachelet pediu aos estudantes que cessassem as mobilizações.

Ela reiterou seu compromisso de "fortalecer a educação pública" ressaltando que a nova lei "é infinitamente melhor que a Lei Orgânica Constitucional de Ensino (LOCE)", imposta nos anos 80 pela ditadura de Augusto Pinochet.

A iniciativa, que foi aprovada na Câmara dos Deputados após um acordo entre o Governo e a oposição de direita, foi rejeitada por boa parte dos parlamentares governistas e gerou a oposição de estudantes e professores, que convocaram uma greve nacional para 27 de junho. EFE frf/bm/rr

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