Protestos em Sucre obrigam Morales a suspender comemorações

La Paz, 24 mai (EFE).- Violentos protestos realizados em Sucre contra a presença do presidente da Bolívia, Evo Morales, obrigaram a suspensão de um ato no qual o líder participaria da celebração do 199º aniversário da cidade, informou o Governo.

EFE |

O ministro de Governo boliviano, Alfredo Rada, em entrevista coletiva concedida em conjunto com seu colega da Defesa, Wálker San Miguel, confirmou o cancelamento da presença de Morales em Sucre em virtude de atos de violência.

Segundo Rada, cerca de 250 pessoas se enfrentaram com soldados militares e policiais, que receberam a ordem de se retirar para evitar que a violência se agravasse.

"A Polícia foi instruída a realizar uma retirada ordenada para evitar o aumento da violência", afirmou Rada.

"São grupos de choque organizados pela Prefeitura, alguns setores universitários e ativistas reunidos no Comitê Interinstitucional", acrescentou.

O ministro informou de três feridos durante os enfrentamentos, dois por efeitos de gás lacrimogêneo e um terceiro pelo impacto de uma pedra, embora a "Rádio Pátria Nueva" (estatal) tenha confirmado pelo menos outros oito feridos.

A mesma fonte destacou que nos incidentes também ficaram feridos pelo menos cinco militares e policiais, agredidos com paus e pedras quando abandonaram o estádio no qual estava prevista a celebração do ato.

Os incidentes começaram durante a noite, quando habitantes do Sucre, armados de paus, pedras e cartuchos de dinamite, iniciaram uma "vigília" no aeroporto da cidade e no estádio onde estava prevista a celebração do ato com o presidente Morales.

Diante das ameaças de líderes civis da cidade, Morales havia antecipado para hoje sua participação na comemoração do 199º aniversário do primeiro levantamento libertário da América contra a colônia espanhola, que se completa amanhã.

Para o ato estava prevista a entrega, por Morales, de cheques para financiar obras, além da entrega de ambulâncias doadas pela cooperação espanhola.

Os responsáveis pelos protestos exigem ao presidente que peça desculpas e assuma sua responsabilidade nos distúrbios de novembro passado que causaram três mortes e 300 feridos.

O protesto do ano passado começou quando os representantes do Governo retiraram da Constituinte o pedido de Sucre de recuperar seu status de capital da Bolívia. EFE az/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG