Protestos em Madagascar deixam pelo menos dois mortos

Pelo menos duas pessoas morreram e treze ficaram feridas nesta segunda-feira em um protesto contra o fechamento de duas estações de rádio no centro de Antananarivo, capital de Madagascar. Policiais e soldados abriram fogo contra manifestantes de oposição ao governo.

BBC Brasil |

AP

Carros são incendiados durante protestos na capital de Madagascar

Os conflitos continuaram pela noite, mas ainda não está claro se as duas mortes foram causadas pelos tiros das forças de segurança.

Os choques com a polícia começaram depois de os manifestantes terem se dirigido a um tribunal da cidade em protesto contra o fechamento das rádios Mada e Fahazavana.

As forças de segurança tentaram dispersar os manifestantes com bomba de gás e depois abriram fogo.

O correspondente da BBC em Madagascar, Jonny Hogg, afirmou ter visto pelo menos uma pessoa sendo baleada pelas costas de uma curta distância.

Hogg também afirmou que carros foram incendiados nas proximidades de prédios do governo.

Segundo ele, o número de mortos nos choques pode aumentar.Novos protestos foram marcados para esta terça-feira.

Golpe

Os manifestantes apoiam o ex-presidente Marc Ravalomanana, que foi tirado do poder em março deste ano em um golpe liderado por seu rival e atual presidente Andry Rajoelina. Ele atualmente está exilado.

Rajoelina afirma que convocará eleições presidenciais em outubro de 2010 e emitiu uma ordem de prisão contra Ravalomanana.

Também nesta segunda-feira, Ravalomanana afirmou em uma coletiva de imprensa na África do Sul que não tem medo de ser preso e disse que pretende retornar ao país nas próximas semanas.

Ravalomanana afirmou que a "única maneira de se acabar com a crise" no país africano é a convocação de eleições ou de um referendo antes do final deste ano.

O golpe que tirou Ravalomanana do poder foi condenado pelos países africanos, o que fez com que o país fosse suspenso da União Africana e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.

O ex-presidente afirmou ainda esperar que estas duas organizações o ajudem a voltar ao país.


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