Protestos de estudantes no Chile reúnem 13 mil e acabam com 292 detidos

Santiago do Chile, 18 jun (EFE).- A Polícia chilena deteve hoje 292 pessoas que participavam de um protesto contra uma lei educacional em debate no Congresso, em frente ao qual cerca de dez mil manifestantes se reuniram, informaram fontes oficiais.

EFE |

Em Valparaíso, sede do Legislativo, uma manifestação de estudantes e professores percorreu as principais ruas da cidade, localizada 120 quilômetros a oeste de Santiago, enquanto o Parlamento debatia o projeto da nova Lei Geral de Educação (LGE).

Mas foi na capital onde a Polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar uma passeata não autorizada que reuniu aproximadamente três mil estudantes e que terminou com 292 detidos e distúrbios menores protagonizados por pessoas encapuzadas que jogaram pedras contra os policiais.

Sobre os incidentes, Rodrigo Soto, porta-voz da Assembléia Coordenadora de Estudantes Universitários e Secundaristas, que manteve reuniões com as autoridades para conseguir liberar o protesto, declarou: "Infelizmente, mais uma vez, o Governo do Chile nos proíbe um direito constitucional que é o de nos manifestarmos de maneira livre".

Os distúrbios começaram quando os estudantes tentaram tomar as calçadas, o que levou a tropa de choque da Polícia a jogar água e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Líderes estudantis conversaram com comandantes da operação, que aceitaram que os manifestantes continuassem protestando em uma rua paralela, pela qual os estudantes avançaram de forma pacífica e devidamente escoltados.

Ao chegar em outra avenida, a Polícia parou a passeata para abrir passagem para os carros, mas, devido à agitação dos estudantes, voltou a utilizar água e bombas de gás contra os manifestantes, que se dispersaram em duas direções. EFE pg/sc

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