Protestos contra queima do Alcorão têm mais mortos no Afeganistão

Mais de 20 pessoas morreram no Afeganistão; protestos contra profanação do livro sagrado em base militar se espalham pelo mundo

iG São Paulo |

Pelo menos duas pessoas morreram neste sábado e dezenas ficaram feridas no quinto dia consecutivo de protestos no Afeganistão motivados pela queima de exemplares do Alcorão (livro sagrado islâmico) em uma base militar americana, informaram fontes.

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AP
Afegãos protestam contra a queima do Alcorão em base militar dos EUA
Os fatos mais graves ocorreram na cidade de Kunduz, onde cerca de 200 manifestantes foram às ruas e tentaram invadir um prédio da ONU e o quartel da polícia afegã, que teve de atirar para manter a ordem. "Dois manifestantes morreram e seis estão feridos", disse o subchefe da polícia provincial, Ghulam Mohammad Farhad, que acrescentou que há três agentes feridos. Já uma testemunha afirmou que foram três os mortos nos enfrentamentos

Também houve confrontos na província de Laghman, onde cerca de 1 mil foram às ruas e enfrentaram as forças de segurança na capital, Mihtarlam. "Temos 16 feridos. Dois deles estão em estado crítico", relatou o porta-voz do governo regional, Zargul Persarlai.

Segundo a agência de notícias afegã "AIP", também houve manifestações nas regiões de Sar-e Pol, Paktia, Logar, Paktika e Nangarhar, algumas delas com episódios de violência.

De acordo com relatos, os protestos contra a queima do Corão já causaram mais de 20 mortes em diferentes pontos do país. Entre as vítimas, há dois soldados das tropas internacionais que morreram na quarta-feira por disparos de um militar afegão durante uma manifestação no leste do país.

Os distúrbios começaram na terça-feira , quando funcionários afegãos da maior base americana no Afeganistão, Bagram, denunciaram publicamente que vários exemplares do Corão foram queimados dentro do complexo. A missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) classificou o ocorrido como um equívoco, pediu desculpas e abriu uma investigação conjunta com o governo afegão sobre o caso.

Com EFE

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