Protestos contra Israel reúnem dezenas de milhares na Europa

Berlim, 3 jan (EFE).- A manifestação com resultados mais violentos ocorreu em Atenas, onde a Polícia antidistúrbios grega dispersou com gás lacrimogêneo centenas de manifestantes gregos e árabes que protestavam em frente à embaixada de Israel, segundo a imprensa local.

EFE |

Ao todo, cerca de 3 mil pessoas de diversas organizações, palestinas, muçulmanas e gregas, e seguidores de partidos de esquerda participaram hoje das concentrações diante do Parlamento e a marchas às embaixadas de Israel e EUA na capital grega.

Em Madri, houve passeatas autorizadas e não-autorizadas contra os ataques de Israel.

A primeira reuniu 2 mil pessoas em frente ao Ministério de Relações Exteriores espanhol, pedindo que o Governo chame a consultas seu embaixador em Israel, através de um abaixo-assinado que contou com artistas como os atores Javier Bardem e Pilar Bardem e os cineastas Fernando Colomo e Iciar Bollaín, entre outros.

Na outra, centenas de manifestantes, a maioria de origem árabe, se concentraram em frente às embaixadas de Israel e dos Estados Unidos, reivindicando "uma nova Intifada" e queimas de bandeiras israelenses.

Na Alemanha, manifestações em Berlim e em Dusseldorf reuniram, respectivamente, 5 mil e 4 mil pessoas, segundo a Polícia, além de haver outros protestos, em cidades como Karlsruhe.

Quatro pessoas foram detidas pro provocar os manifestantes que, em sua maioria, pediram abertura das fronteiras da Faixa para entrada de ajuda humanitária e o fim dos ataques israelenses em retaliação ao Hamas.

Um manifestante, porém, foi preso por mostrar em um cartaz símbolos proibidos na Alemanha, informou a Polícia.

Na França, passeatas reuniram de 20 mil a 25 mil pessoas em diversas cidades, como Marselha, Nantes, Toulouse, Lyon, Bordeaux e Nice, além de Paris.

Na capital francesa, milhares de manifestantes iniciaram uma passeata na Praça da República pouco após as 15h locais (12h de Brasília).

A organização da passeata denominou-se como "Coletivo Nacional por uma paz justa e duradoura entre Palestinos e Israelenses", que agrupam organizações sociais, partidos políticos de esquerda e sindicato.

No entanto, diversos cartazes diziam frases como "Israel assassina meu filho" e "Israel homicida, Sarkozy cúmplice", sem menção ao início dos ataques nem à quebra do cessar-fogo pelo grupo palestino Hamas.

Frases semelhantes foram cantadas na Itália, onde algumas das15 manifestações tiveram protestos mais violentos, como em Milão, onde alguns jovens palestinos mostraram bandeiras com a estrela de David, símbolo do judaísmo, junto à suástica e queimaram bandeiras de Israel.

Já em Turim, algumas pessoas jogaram ovos na sede da associação Itália-Israel. EFE nvm/jp

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