Protestos contra Índia e pelo Alcorão matam 15 na Caxemira

Separatistas, que protestam há três meses, voltam às ruas contra destruição do livro sagrado dos muçulmanos nos EUA

iG São Paulo |

Forças indianas mataram 14 manifestantes e feriram vários outros nesta segunda-feira em confrontos em toda a Caxemira indiana estimulados em parte pela informação de que um Alcorão havia sido destruído nos EUA, disse uma autoridade. Um policial também foi morto nos distúrbios.

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Garoto da Caxemira grita durante protesto em Srinagar, Índia
A violência, a pior desde o início de protestos separatistas há três meses, aconteceu enquanto autoridades indianas discutiam se amenizariam duras normas de segurança para tentar aliviar as tensões no território, que é disputado pelo Paquistão.

Apesar de um rígido toque de recolher imposto na região, dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas pondo fogo em prédios do governo e gritando "Saia, Índia. Queremos liberdade." Na aldeia de Tanmarg, no oeste da Caxemira, uma multidão incendiou uma escola religiosa cristã, disse a polícia.

As forças de segurança dispararam contra as multidões, deixando mortos em pelo menos cinco vilas diferentes, disse um policial sob condição de anonimato.

Apesar de os separatistas terem planejado uma nova rodada de manifestações depois do fim do Ramadã neste fim de semana, a raiva nas ruas nesta segunda-feira era bem maior do que a registrada em protestos anteriores ao longo do verão (junho a setembro, no Hemisfério Norte).

Eles pareceram ter sido desencadeados por informações no canal estatal Press TV do Irã de que o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, foi profanado durante o fim de semana nos EUA.

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Manifestantes da Caxemira batem em efígie do presidente Barack Obama após queimá-la em protesto em Srinagar, Ìndia, contra a queima do Alcorão nos EUA
Apesar de um pastor da Flórida ter cancelado seu plano de queimar 200 exemplares do Alcorão para marcar o nono aniversário do 11 de Setembro, o canal mostrou um vídeo de um homem não identificado destruindo o livro sagrado, em um insulto grave aos muçulmanos, que acreditam que o Alcorão é a palavra literal de Deus

Ao menos dois incidentes envolvendo ações contra o Alcorão foram registrados no sábado em Manhattan, na cidade de Nova York. Dois pastores evangélicos, sem filiação a igrejas de correntes predominantes, queimaram dois exemplares do Alcorão.

Protestos no Afeganistão

No domingo, protestos violentos foram realizados pelo terceiro dia no Afeganistão, deixando dois manifestantes mortos a tiros na Província de Logar, disse uma autoridade local. Desde sexta-feira, três pessoas morreram no Afeganistão por protestos contra ameaças ao Alcorão.

*Com AP, Reuters e AFP

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