Protestos continuam mas premiê da Tailândia resiste firme

Por Ambika Ahuja BANGCOC (Reuters) - Milhares de manifestantes na Tailândia doaram sangue para ser derramado em frente ao gabinete do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva nesta terça-feira, num sacrifício pela democracia com o objetivo de dar força ao movimento depois que o governo se negou a recuar.

Reuters |

Dezenas de milhares de camisas-vermelhas, defensores do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, continuaram em seu acampamento no centro de Bangcoc após quatro dias de manifestações pacíficas, que não convenceram o governo a realizar novas eleições. Caso isso ocorresse, os aliados de Thaksin seriam os prováveis vencedores.

A ausência de violência e uma crescente opinião de que o primeiro-ministro Vejjajiva poderá sobreviver à crise elevou as ações em 1,4 por cento ao meio-dia. A moeda baht se estabilizou.

Apesar das tensões, investidores estrangeiros tem comprado as ações tailandeses pelas últimas 15 sessões, levando 850 milhões de dólares ao país durante esse período, apesar de os volumes terem desacelerado nesta semana.

"Se pudermos sobreviver esta semana, as coisas devem retornar ao normal e o fluxo de fundos deve começar a aumentar de novo", disse Patareeya Benjapolchai, presidente da Bolsa de Valores da Tailândia.

"Fundamentalmente, a Tailândia não está parecendo ruim", acrescentou.

Essa mensagem foi fortalecida pelo banco de investimentos norte-americano Morgan Stanley, que elevou sua recomendação de compra para a bolsa da Tailândia.

No local de protesto, havia sinais claros de cansaço. Alguns reclamaram do fracasso em produzir resultados rápidos. Outros se enfraqueceram sob o sol quente de Bangcoc. Dos 150 mil manifestantes que se reuniram no domingo, muitos estavam retornando a suas províncias rurais.

Na manhã de terça-feira, "camisas-vermelhas" fizeram fila debaixo da tenda pra doar sangue a voluntários médicos e enfermeiras. Os líderes disseram que esse sangue seria derramado em frente ao gabinete de Abhisit, no que consideravam um derramamento simbólico de sangue pela democracia.

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