Por Michelle Nichols e Jonathan Barnes PITTSBURGH (Reuters) - Manifestantes destruíram janelas e atiram pedras em policiais, que responderam usando gás de pimenta e cassetetes para dispersar os protestos contra o capitalismo no encontro do G20 em Pittsburgh.

Os manifestantes usavam bandanas e óculos e exibiam um grande cartaz preto declarando: "Não há esperança no capitalismo" e outro dizendo "Chute o capitalismo enquanto ele está no chão".

Um deles simplesmente afirmava "Sou loco como o inferno".

Os protestos -- geralmente contra algum aspecto do capitalismo -- têm frequentemente marcado os encontros do G20 desde os protestos de Seattle, em 1999, quando os manifestantes destruíram o centro da cidade.

"Vimos a polícias usar balas de borracha, cassetetes e gás", afirmou Noah Williams, porta-voz para o projeto anti-capitalista Pittsburgh G20 Resistance.

Autoridades informaram que houve 15 prisões -- um por incitar tumulto, quatro por agressão grave e 10 por se recusarem a dispersar.

Na noite de quinta-feira, centenas de manifestantes tomaram as ruas próximas à Catedral do Aprendizado no campus da Universidade de Pittsburgh. A polícia usou gás e projéteis não letais e os manifestantes quebraram janelas em um McDonald, uma farmácia Rite Aid, um lanchonete Subway e uma loja FedEx.

Centenas de policiais aglomerados seguiram depois para a Forbes Avenue. Sem nenhum manifestante em vista, eles usaram spray de pimenta nos transeuntes e mesmo estudantes em suas sacadas acima da avenida.

Mais cedo, uma multidão quebrou janelas no Boston Market e em um restaurante KFC, uma concessionária BMW e um Fidelity Bank na área.

Os manifestantes planejam uma séria de atos na manhã de sexta-feira em locais incluindo Starbucks, Gap, McDonald's e bancos.

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