Protestos antecipam fim da jornada da tocha olímpica por Paris

Depois de um pedido das autoridades chinesas, o percurso da tocha olímpica em Paris foi reduzido e a cerimônia final da passagem antecipada nesta segunda-feira por causa dos inúmeros protestos contra a repressão da China no Tibete. Inicialmente, o trajeto da chama olímpica pela capital francesa seria de 28 quilômetros e a redução foi decidida por solicitação dos organizadores do evento, sobretudo da embaixada chinesa em Paris.

BBC Brasil |

Logo após chegar ao Parlamento francês, a tocha foi colocada em um ônibus e transportada diretamente ao Estádio Charléty, sede do Comitê Olímpico francês, deixando de ser levada a pé por atletas franceses por toda a região sul da capital.

Além da redução, a jornada foi interrompida diversas vezes durante o dia. A tocha foi apagada e reacesa pelos policiais várias vezes em razão dos confrontos.

Uma das etapas canceladas por causa da redução foi uma cerimônia prevista em frente ao prédio da prefeitura da capital, onde o prefeito, o socialista Bertrand Delanoë, estendeu uma faixa com os dizeres "Paris defende os direitos humanos em todo o mundo".

"São os representantes chineses que decidem qual é o percurso da tocha", disse o prefeito, que sofreu críticas do governo chinês devido à faixa na sede da prefeitura.

Os eventos que deveriam ocorrer em frente ao Parlamento francês e na Embaixada da China em Paris também foram cancelados.

Transtornos
Pelo menos 20 manifestantes foram presos, entre eles uma representante do Conselho Regional de Paris, que carregava um extintor de incêndio para tentar apagar a tocha.

Apesar de um fortíssimo esquema policial, com cerca de 3 mil homens, incluindo policiais de patins e bombeiros correndo ao lado dos atletas, a passagem da tocha por Paris foi marcada por inúmeros incidentes.

Logo após o início do percurso, na Torre Eiffel, por volta do meio-dia e meia (horário local), a tocha foi apagada pela polícia e colocada dentro de um ônibus.

O primeiro atleta que carregou a chama, o corredor Stéphane Diagana, conseguiu correr apenas 15 metros com a tocha antes de ser confrontado pelos primeiros protestos de manifestantes pró-direitos humanos.

O trajeto a pé dos atletas também foi interrompido em inúmeras ocasiões e a tocha teve de ser levada dentro de um ônibus em vários trechos do percurso.

A organização Repórteres sem Fronteiras conseguiu estender uma faixa com a representação dos anéis olímpicos em forma de algemas em vários monumentos importantes da capital, como a Torre Eiffel e a catedral Notre Dame.

Manifestantes anti-China também estavam presentes no Estádio Charléty, última etapa do percurso.

Depois de uma passagem marcada por protestos no domingo em Londres e na segunda-feira em Paris, a tocha olímpica embarcaria à noite para os Estados Unidos.

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