Protestos agravam crise na Bolívia e afetam envio de gás ao Brasil

La Paz, 10 set (EFE) - A crise política boliviana se agravou com a radicalização dos protestos contra o presidente boliviano, Evo Morales, em várias regiões do país, onde foram registrados hoje ataques às infra-estruturas energéticas e novos confrontos violentos. O Governo denunciou um atentado contra um gasoduto no sul do país, que provocou a diminuição em 10% do gás enviado ao Brasil, informou o presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Santos Ramírez. Ele atribuiu o atentado a grupos de paramilitares, fascistas e terroristas, supostamente organizados por forças opositoras. O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, anunciou que o Governo mobilizará a partir de hoje uma maior presença militar nas instalações petrolíferas para evitar os atentados criminosos. Em Tarija (sul) também ocorreram hoje confrontos entre autonomista e pró-Morales na capital departamental, onde foi declarada a greve cívica que impede o trânsito normal na cidade e que também afetou as operações de seu aeroporto. Diante desta situação, o Governo da Bolívia insistiu em denunciar que governadores e dirigentes cívicos opositores promovem uma nova modalidade de golpe de Estado, de caráter civil, para desestabilizar o Executivo com ocupações de entidades públicas, bloqueios de estradas e ataques aos campos de hidrocarbonetos do sudeste do país. O porta-voz presidencial, Ivan Canelas, disse que os opositores autonomistas querem que o Governo reaj...

EFE |

Aos saques de Santa Cruz, somam-se as ações similares em Sucre (capital de Chuquisaca), Trinidad (Beni) e Cobija (Pando).

As autoridades departamentais e cívicas destas cinco regiões concordam em reivindicar a autonomia para seus territórios e em rejeitar a Constituição que Morales queria colocar em vigor na Bolívia. EFE sam/rb/db

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