Protestos a favor de Zelaya terminam em distúrbios em Tegucigalpa

Tegucigalpa, 11 ago (EFE).- Um restaurante de uma rede de fast-food e um ônibus do serviço urbano foram incendiados hoje em Tegucigalpa durante distúrbios relacionados a seguidores do presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, segundo a Polícia local.

EFE |

Fontes do Corpo de Bombeiros informaram à Agência Efe que ambos os incêndios já foram controlados e que não há registros oficiais de mortos ou feridos. A imprensa local fala em uma pessoa lesionada.

Os incidentes ocorreram quando simpatizantes de Zelaya retornavam dos arredores da Casa Presidencial, a residência oficial hondurenha, onde protestaram durante várias horas, rumo à Universidade Pedagógica Nacional (UPN) para passar a noite.

O chefe do contingente policial que chegou à UPN, Ventura Maradiaga, assegurou à imprensa que os manifestantes cometeram "atos de vandalismo" contra negócios e instituições "desde que se retiraram" das cercanias da Casa Presidencial.

Sergio Rivera, dirigente de um grêmio de professores, disse à Efe que o ônibus foi incendiado depois que um passageiro atirou contra um dos manifestantes, que, afirmou, também estava no veículo.

Sem determinar com clareza as circunstâncias do fato, Rivera acrescentou que os passageiros pediram ao motorista para que parasse para possibilitar a captura do suposto agressor, "mas, ao se negar a fazê-lo, o acusaram de cúmplice e atearam fogo ao ônibus".

Segundo Rivera, os fatos violentos "não foram cometidos pelos manifestantes, porque todos seguiam em ordem rumo à Universidade Pedagógica".

Após o incêndio do restaurante, a Polícia reprimiu violentamente os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo, enquanto um helicóptero policial sobrevoava a zona.

Um dirigente da passeata, não identificado, disse à rádio "Globo", que apoia à frente social ligada a Zelaya, que os incidentes foram protagonizados por "gente que não está realmente no movimento".

Rivera também relatou que a maioria dos manifestantes que já tinham chegado à UPN saiu como pôde, mas disse que quase mil ficaram do lado de dentro da instituição. Ele acrescentou que a situação é preocupante porque a Polícia cercou a universidade e continuava a lançar bombas de gás lacrimogêneo.

A manifestação nos arredores da Casa Presidencial foi organizada por milhares de simpatizantes de Zelaya que chegaram hoje a Tegucigalpa depois de caminhadas iniciadas no interior do país. EFE lam-gr/bba

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