Protesto se agrava na Bolívia; Igreja oferece mediação

Por Carlos Alberto Quiroga LA PAZ (Reuters) - A Igreja Católica da Bolívia se ofereceu na sexta-feira para uma nova mediação entre o governo e a oposição de direita, num momento em que se agrava a crise política.

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Na quinta-feira, empresários de dois Departamentos controlados pela oposição anunciaram que vão parar de entregar carne bovina ao Departamento de La Paz, onde o presidente Evo Morales tem forte apoio.

A decisão, que ainda não afeta o varejo, ocorreu após uma greve geral de um dia nos Departamentos oposicionistas e uma obstrução parcial de estradas, como parte de uma campanha por mais autonomia para as regiões e a devolução de um imposto sobre o petróleo.

'Buscamos ajudar na medida das nossas possibilidades para que o país vá adiante', disse a jornalistas o arcebispo de La Paz, Edmundo Abastoflor, que deixou uma reunião com Morales anunciando 'a disposição da Igreja para facilitar uma aproximação'.

O arcebispo disse que outras denominações cristãs, também presentes ao encontro, poderiam participar desse esforço.

No primeiro trimestre, a Igreja Católica tentou sem sucesso uma mediação para a crise política.

Abastoflor disse que o eventual diálogo deve ocorrer 'levando em conta maiorias e minorias, a vontade do povo e a unidade do país'. Aparentemente, fazia uma referência ao referendo do dia 10 de agosto, que ratificou o mandato de Morales com ampla maioria dos votos.

Alentado por essa vitória, Morales convocou os governadores oposicionistas a dialogar, mas ao mesmo tempo anunciou que nada vai impedir a promulgação da nova Constituição, com a qual ele promete 'refundar' a Bolívia, dando mais poderes aos povos indígenas e ampliando a presença do Estado na economia.

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