Protesto na Rússia termina em prisão de opositores

Moscou, 31 jan (EFE).- Diversos jovens opositores foram detidos hoje em Moscou durante protestos convocados por comunistas e ultranacionalistas contra as medidas anticrise do Governo russo.

EFE |

A prisões ocorreram na praça Triunfalnaya, em frente ao teatro Bolshoi e perto da sede da Duma (Câmara dos Deputados russa), quando jovens lançaram fogos, segundo a agência "Interfax".

Pouco antes, a mesma praça concentrou de milhares de militantes do Partido Comunista, que pediram aumento das pensões e redução do custo dos serviços comunitários.

"Não ao capitalismo! Dê-nos socialismo!", "Não ao desemprego, não à crise", gritaram os comunistas presentes.

O líder comunista, Gennady Ziuganov, responsabilizou pela atual crise financeira os Estados Unidos, que acusou de "inflarem a bolha de sabão" durante os últimos 20 anos.

"O Estado russo gastou já US$ 200 bilhões de dólares dos US$ 600 bilhões que acumulou durante estes anos, mas a crise continua, já que esse dinheiro foi usado para apoiar os bancos, não as fábricas, escolas e fazendas agrícolas", disse.

Ziuganov disse que "os comunistas são os únicos que podem tirar ao Rússia da crise, através da nacionalização da extração e produção de matérias-primas", parecendo se esquecer das constantes crises de desabastecimento que atingiam a antiga União Soviética.

"Nós podemos superar qualquer crise, já que temos 30% dos recursos mundiais. Sem socialismo não poderemos sair da crise, é preciso dar o poder ao povo", insistiu. EFE io/jp

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