Centenas de manifestantes, alguns deles em greve de fome, protestam até sábado diante da sede da ONU em Nova York para exigir a libertação dos presos políticos no Irã depois das eleições do mês passado.

"Queremos a libertação deles o mais rápido possível", disse à AFP Akbar Ganji, jornalista e um reformista proeminente que participa da greve de fome em Nova York.

"Esta greve de fome é destinada a expressar uma ampla condenação às políticas do governo do Irã", explicou Ganji.

O jornalista, que esteve preso durante vários anos em Teerã, explicou que os ativistas também querem que o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon se envolva na questão; para isso, será enviada a ele, ainda nesta semana, uma carta com o pedido.

"Solicitamos ao secretário-geral da ONU que, assim como foi a Birmânia (ou Mianmar, de acordo com o nove nome dado ao país pela junta militar governante) vá visitar os presos políticos no Irã, vendo com os próprios olhos as condições em que estão e pressione o governo iraniano".

Segundon Ganji, muitos mortos na repressão pós-eleitoral nem sequer foram entregues a seus familiares".

Ahmad Betebi, um estudante e ativista de 31 anos, considera que "o governo atual realizou um golpe de Estado para se perpetuar no poder".

O movimento de protesto coincidirá, sábado, com ações semelhantes em outras cidades do mundo. Nos Estados Unidos, está apoido por estrelas de Hollywood, como Robert Redford e Sean Penn.

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