Protesto de camponeses peruanos prejudica acesso a Machu Picchu

Por Dana Ford LIMA (Reuters) - Camponeses peruanos contrários às políticas de livre-comércio do governo de Alan García iniciaram na terça-feira um protesto que paralisou as rodovias do interior e afetou o acesso ferroviário às ruínas incas de Machu Picchu.

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O protesto deve se prolongar até quarta-feira, quando ocorre uma greve geral em todo o país convocada pela principal central sindical peruana, como parte de uma série de protestos para exigir mais distribuição de riquezas após um período de seis anos de forte crescimento econômico.

Os camponeses querem um perdão das suas dívidas e dizem que o acordo de livre-comércio com os EUA vai inundar o mercado local com produtos agrícolas norte-americanos subsidiados.

Eles também se queixam de uma recente lei que facilita a compra de terras por estrangeiros no Peru.

'Não é só contra uma lei, mas contra todos os decretos legislativos que protestamos', disse Antolin Huascar, dirigente de uma entidade rural peruana, referindo-se aos decretos presidenciais destinados a adequar o Peru ao tratado de livre-comércio.

O Congresso deu a Garcia poderes temporários para emitir esses decretos.

Garcia, cuja popularidade patina na casa dos 30 por cento, diz que o tratado elevará a renda no país, onde cerca de 40 por cento da população vive na pobreza e há grande preocupação com o custo de vida.

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