Cerca de 100 mil manifestantes foram às ruas de Dublin neste sábado para protestar contra os planos do governo irlandês de cortar os salários dos funcionários públicos. A marcha foi organizada pelos sindicatos, que alegam que os trabalhadores do país estão sendo punidos com a medida, enquanto os bancos - vistos como os responsáveis pela crise - recebem ajuda financeira do governo.

"Nossa prioridade é garantir que as pessoas sejam protegidas e seus interesses sejam protegidos, e não os interesses de grandes empresas ou dos ricos", disse Sally-Anne Kinahan, secretária-geral do Congresso Irlandês dos Sindicatos.

As autoridades irlandesas defendem os cortes no setor público dizendo que eles são necessários para controlar o crescente déficit no país e mostrar aos mercados internacionais que a Irlanda não está à beira da ruína financeira.

Em uma declaração, o governo reconheceu que as medidas são "difíceis e por vezes dolorosas", mas afirmou que não está "em posição de continuar a honrar a folha de pagamentos do serviço público em uma circunstância de queda de receita".

A Irlanda, que já foi uma das economias européias de mais rápida expansão, entrou em recessão em setembro de 2008, bem antes de muitos outros membros da União Européia.

Desde então, o desemprego disparou. Em janeiro, 326 mil pessoas estavam recebendo seguro desemprego na Irlanda, o número mais alto desde 1967, quando a estatística começou a ser compilada.

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