Mais de 20 mil saem às ruas para protestar contra eleição, mas diminuição de participantes sugere que oposição perde força

Mais de 20 mil manifestantes saíram às ruas de Moscou neste sábado para protestar contra a vitória do primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, nas eleições presidenciais . Embora grande, o número de participantes foi bem menor que o de manifestações anteriores, sugerindo que o movimento da oposição pode estar perdendo força.

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Manifestantes protestam contra Putin no centro de Moscou, capital da Rússia
Reuters
Manifestantes protestam contra Putin no centro de Moscou, capital da Rússia

Protestos contra as eleições parlamentares de dezembro chegaram a reunir 100 mil manifestantes. Neste sábado, uma multidão bem menor, cercada por centenas de policiais e soldados, balançava bandeiras, carregava balões e gritava palavras de ordem como “Somos o poder” e “Rússia sem Putin”.

O protesto foi realizado de forma pacífica, mas cerca de 50 manifestantes foram detidos, incluindo um dos líderes da oposição, Sergei Udaltsov. Após o fim da manifestação, ele e dois seguidores tentaram continuar marchando perto da Praça Pushkin, o que não foi permitido pela polícia.

Apesar de denúncias de fraudes feitas por observadores internacionais, Putin foi declarado vencedor da eleição com 64% dos votos. Mas os manifestantes não reconheceram a legitimidade do resultado oficial.

Telefonema de Obama

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou a Putin para parabenizá-lo pela vitória nas eleições.

A ligação foi feita cinco dias depois da eleição, num sinal do tratamento mais frio dado ao premiê do que ao presidente que ele vai substituir, Dmitri Medvedev.

De acordo com a Casa Branca, Obama disse a Putin que as duas nações têm muito trabalho conjunto a fazer e destacou a cooperação em relação ao desarmamento nuclear, às sanções contra o Irã e na operação militar no Afeganistão.

Ainda segundo o governo americano, os dois líderes concordaram em continuar o diálogo sobre pontos de discordância, como a revolta popular na Síria. Enquanto o governo Obama é a favor de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o regime do presidente Bashar Al-Assad, a Rússia vetou o texto duas vezes.

Com Reuters e AP

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