Protesto contra presidente leva 15 mil às ruas na Geórgia

Tbilisi, 11 abr (EFE).- Cerca de 15 mil pessoas se reuniram hoje em quatro pontos diferentes da capital da Geórgia depois que, ontem, a oposição anunciou o início de uma campanha pacífica de contestação civil para forçar a renúncia do presidente Mikhail Saakashvili.

EFE |

Os participantes dos protestos se reuniram diante da sede do Parlamento e se dividiram em grupos para continuar com a manifestação também em frente à residência presidencial, à TV pública da Geórgia e à avenida Rustaveli, uma das principais da capital Tbilisi.

Os manifestantes jogaram cenouras e couves contra a residência presidencial e presentearam com um coelho Saakashvili, acusado no protesto de ser "covarde" como esse animal.

"Não há lugar para Saakashvili nem em Tbilisi, nem na Geórgia, embora realmente haja um lugar para ele na prisão", declarou Irakli Melashvili, um dos líderes da oposição, diante da sede do Parlamento.

O prefeito de Tbilisi, Guigui Ugulava, informou que várias das principais avenidas da cidade ficaram fechadas ao trânsito devido aos protestos e rotas alternativas para os motoristas foram elaboradas.

Segundo ele, a oposição foi à administração local para solicitar permissão para realizar protestos entre os dias 16 e 23.

Anteriormente, a oposição informou à Prefeitura que as manifestações iriam acontecer entre os dias 9 e 16.

O líder opositor Irakli Alasania, que abandonou o cargo de representante da Geórgia na ONU após a derrota na guerra com a Rússia pelo controle da Ossétia do Sul, declarou que a reunião com Saakashvili deve se caracterizar pela transparência.

De acordo com ele, a oposição "está disposta a escutar Saakashvili e conhecer como (o presidente) imagina a saída do país da crise sem sua renúncia".

Além disso, o representante da União Europeia para o Cáucaso Sul, Peter Semneby, qualificou como "necessário" o diálogo entre autoridades e oposição.

Uma aliança de 17 partidos opositores iniciou na quinta-feira passada uma campanha nacional de protestos para conseguir a saída de Saakashvili, acusado de autoritarismo, de ser reeleito com uma fraude e responsabilizado pela derrota na guerra contra a Rússia de agosto passado.

O presidente declarou ontem que não pensa em renunciar e que completará seu segundo mandato, que expira em 2013, enquanto chamou oponentes ao diálogo. EFE mb/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG