Protestantes e católicos aceitam acordo para evitar ruptura de governo na Irlanda do Norte

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, confirmou nesta sexta-feira o acordo alcançado na Irlanda do Norte entre unionistas (protestantes) e republicanos (católicos) para evitar a ruptura do governo compartilhado.

EFE |

O pacto "assegura o futuro e uma paz duradoura no Ulster", disse Brown em entrevista coletiva com o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, e os líderes unionistas e republicanos na sede da Assembleia do Ulster. Brown disse que o acordo foi possível por causa de "um novo espírito de cooperação e respeito mútuo".

O Partido Democrático Unionista (DUP - protestante) e o Sinn Fein (católico), que dividem o poder no governo regional, realizaram seis dias de intensas negociações, interrompidas na madrugada de domingo passado, para tentar evitar o colapso das instituições regionais.

As duas partes tentavam chegar a um acordo sobre um calendário para que Londres transfira a Belfast o comando da polícia e da Justiça, o último obstáculo para a aplicação dos acordos de paz de 1998, que acabaram com 30 anos de violência na Irlanda do Norte.

O acordo diz que, a partir do 12 de abril, a Irlanda do Norte voltará a ter pastas de Interior e Justiça. Além disso, as partes vão reorganizar as rotas da polêmicas passeatas da Ordem de Orange - protestante - por certas áreas católicas.

O acordo marca um dos mais audaciosos passos desde o Acordo de Sexta-feira Santa, de 1998, que encerrou três décadas de violência sectária.

O poder compartilhado na Irlanda do Norte foi concebido para acabar com um conflito entre protestantes e católicos que matou mais de 3.700 pessoas desde a década de 60.

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