Prostitutas malaias buscam casamentos para seguirem no país

Kuala Lumpur, 23 mar (EFE).- Prostitutas que trabalham na Malásia têm procurado homens com nacionalidade do país para proporem casamento, oferecendo quantias próximas de US$ 1,5 mil, fazendo com que possam alongar sua estadia no país.

EFE |

A informação foi divulgada pelo jornal "New Straits Times".

Segundo as leis de imigração malaias, as mulheres estrangeiras, quando se casam com um cidadão do país, recebem uma permissão de residência provisória de três meses, que depois se pode ser ampliada por 12 meses e renovada indefinidamente a cada ano.

O diretor-geral do Departamento de Imigração da Malásia, Abdul Rahman Othman, declarou ao jornal que prostitutas estão cada vez mais utilizando esta via para regularizar sua situação e permanecer de maneira legal no país.

Otham explicou que, embora a prostituição seja ilegal, as profissionais do sexo casadas com malaios não podem ser deportadas, pois suas uniões são reconhecidas normalmente pela lei.

Por outro lado, elas podem ser perseguidas pelas leis locais por suas ocupações na Malásia, país de maioria muçulmana e de costumes muito conservadores.

Otham indicou que o custo dos casamentos de conveniência é muito menor que os 20 mil ringgit (US$ 6 mil) que ganham por mês, em média.

Nas últimas batidas da Polícia malaia, apenas uma a cada 25 meretrizes estrangeiras estava casada de maneira legítima, pois a maioria "sequer lembra o nome de seu marido, que também não sabe o de sua mulher", acrescentou o responsável de Imigração. EFE mal/fm

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