Prostituta nega fazer parte de complô contra Berlusconi

Roma, 29 jan (EFE).- Patrizia DAddario, a prostituta de luxo que garante ter mantido relações sexuais com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, negou que faça parte de um complô junto a juízes, políticos e jornalistas contra o político, como publicou hoje a revista italiana Panorama.

EFE |

Por meio de um comunicado divulgado pelo escritório de advogados que a representa, D'Addario desmentiu a existência de tal complô e pediu que a Justiça se encarregue de esclarecer os fatos "o mais rápido possível para dissipar qualquer dúvida".

A revista "Panorama", do grupo editorial Mondadori, que faz parte do império empresarial de Berlusconi, publicou hoje que a Promotoria de Bari (sul) investiga um possível complô de magistrados, políticos e jornalistas contra o chefe de Governo italiano.

Além disso, "Panorama" citava D'Addario como uma das pessoas investigadas por esta suposta trama.

Segundo a revista, os investigadores teriam concluído que D'Addario teria sido escolhida para "comprometer a reputação" de Berlusconi.

O desmentido de D'Addario se junta ao da própria Promotoria, que negou a existência da investigação.

O escândalo pelas festas em companhia de prostitutas realizadas em propriedades de Berlusconi veio a público em junho passado, quando o jornal "La Repubblica" informou que a Promotoria de Bari investigava essas reuniões privadas por um suposto incentivo à prostituição - foi aí que o nome de Patrizia D'Addario apareceu. EFE ebp-mcs/bba

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