Copenhague, 19 dez (EFE).- A cúpula da mudança climática prossegue hoje em Copenhague, após um intenso debate durante toda a noite na sessão plenária sobre um acordo anunciado como mal menor para salvar a conferência.

O presidente da Conferência, o primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen, foi pressionado pelos pedidos de alguns países como Venezuela, Nicarágua, Cuba e Bolívia para retirar o documento, que qualificam de "ilegítimo".

Em várias ocasiões, visivelmente envergonhado, Rasmussen teve que consultar seus assistentes para perguntar que procedimento devia seguir.

O texto estava sendo negociado desde quinta-feira, e foi fechado na sexta pelo presidente americano, Barack Obama, em reunião com vários chefes de Estado e finalmente com China, Índia e África do Sul, em encontro sob mediação do Brasil.

Seus detratores alegam que o documento foi negociado a portas fechadas, violando as regras multilaterais da ONU.

Para que possa se transformar em um acordo das Nações Unidas, deve ser adotado por unanimidade pelos 192 países presentes na conferência.

Trata-se de um acordo de mínimos após o fracasso de 12 dias de negociações em Copenhague para conseguir um texto ambicioso que substitua o Protocolo de Kioto, que vence em 2010, e é o único tratado que obriga 37 nações industrializadas e a União Europeia a diminuir suas emissões de dióxido de carbono.

O acordo, de caráter não vinculativo, está muito longe das expectativas geradas em torno da maior reunião sobre mudança climática da história e não fixa objetivos de redução de gases.

No entanto, estabelece um total de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para os países mais vulneráveis enfrentarem os efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para alívio e adaptação. EFE ik/fm

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