Prossegue esforço diplomático na RDC, onde a ONU se prepara para distribuir ajuda

Os chanceleres da França e da Grã-Bretanha prosseguiam neste domingo os esforços diplomáticos para encontrar uma saída para a crise no leste da República Democrática do Congo (RDC), onde a ONU distribuirá nesta segunda-feira a primeira ajuda humanitária em uma semana.

AFP |

Um comboio humanitário da ONU e de várias organizações não governamentais (ONG) irá nesta segunda-feira a Rutshuru (leste da RDC), sob controle dos rebeldes, para distribuir essa primiera ajuda, anunciou a Missão das Nações Unidas na RDC em Goma, a capital da região de Kivu Norte.

"Estabelecemos conversações" com os rebeldes, o exército congolês e a Missão da ONU "para abrir um corredor que nos permitirá restabelecer algumas atividades humanitárias a partir de amanhã (segunda-feira)", disse Gloria Fernández, do escritório de Coordenação de Assuntos Humánitarios das Nações Unidas para a RDC.

Enquanto isso, no terreno diplomático, os ministros de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, e o britânico, David Miliband, se reuniram neste domingo em Dar es Salaam com o presidente da Tanzânia e da União Africana (UA), Jakaya Kikwete, durante viagem relâmpago pela região que os levou, antes, à RDC e a Ruanda.

O ministro britânico David Miliband afirmou que mais de 1,6 milhão de pessoas no leste da República Democrática do Congo (RDC) "caíram na armadilha da crise" e estão precisando de ajuda humanitária.

"Mais de 1,6 milhão de desabrigados internos caíram na armadilha da crise e estão em locais de difícil acesso. Eles não têm alimentos, nem água, nem outros elementos de primeira necessidade", declarou à imprensa Miliband na capital econômica tanzaniana Dar es-Salaam.

"Há uma ameaça de epidemias de doenças transmissíveis e de desnutrição na área", advertiu o ministro britânico.

O leste da RDC é palco há várias semanas de um conflito entre o exército congolês e a rebelião do Congresso nacional para a defesa do povo (CNDP).

Os rebeldes chegaram quarta-feira às portas da capital da província de Norte-Kivu, Goma, e decretaram um cessar-fogo unilateral, que parece estar sendo respeitado.

Os combates colocaram nas estradas dezenas de milhares de pessoas, forçadas a viver numa situação sanitária muito precária.

As forças de paz da ONU na RDC ascende a 17.000 homens. No entanto, apenas 850 deles, a maioria indianos, estão em Goma.

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