Bush propõe diminuir emissão de gases poluentes até 2025" / Bush propõe diminuir emissão de gases poluentes até 2025" /

Propostas americanas de combate a aquecimento global são alvo de críticas

As propostas dos Estados Unidos para combater a mudança climática foram alvo de críticas em Paris, na abertura de um debate, de dois dias, por parte de representantes das maiores economias e principais países poluentes, nesta quinta-feira. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/16/bush_propoe_diminuir_emissao_de_gases_poluentes_ate_2025_1275499.htmlBush propõe diminuir emissão de gases poluentes até 2025

Redação com agências internacionais |

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Na quarta-feira à noite, o presidente George W. Bush anunciou um teto para as emissões de gás de efeito estufa nos Estados Unidos para 2025. A União Européia já estipulou uma meta de redução de 20% a 30% para 2020, e de 50% para 2050.

Para os participantes da terceira edição da "MEM" (Major economies meeting) - composto pelos oito países industrializados do G8, as grandes economias emergentes como China, Índia e mais a União Européia -, estas declarações americanas são consideradas "um passo para trás" no que diz respeito aos compromissos adotados em dezembro em Bali, durante a conferência da ONU sobre o clima.

Assim que os debates começaram a portas fechadas, vários participantes informaram à AFP a reação irada do comissário europeu para o meio ambiente Stavros Dimas, que considera a oposição americana "decepcionante", que "não ajuda a avançar", e que a comunidade internacional deve se apressar agora para concluir um acordo para 2090.

Dimas também lamentou que Washington anule "os limites entre países industrializados e países em desenvolvimento", já que a meta do MEM é precisamente viabilizar um diálogo flexível e informal com os grandes emergentes, para convencê-los a integrar um acordo global com compromissos precisos.

A primeira reação veio do ministro do Meio-ambiente sul-africano, Marthinus van Schalkwyk, que considerou a proposta "decepcionante", e afirmou que a "administração americana está isolada perante o resto do mundo".

Objetivos reais

Por outro lado, James Cannaughton, principal negociador americano sobre o clima, defendeu o "realismo" da proposta.

"Todo o mundo é partidário de objetivos realistas para os planos de ação nacional, refletidos por um acordo internacional", declarou à AFP.

"Teremos mais êxito se nos centralizarmos em objetivos realistas", disse, ressaltando que seu país já se comprometeu a "objetivos ambiciosos" em termos de eficiência energética, por parte das energias renováveis e sobretudo com os biocombustíveis para o transporte.

Também reafirmou que seu país está disposto a aderir a um acordo internacional obrigatório, caso as principais economias façam o mesmo.

O Brasil participa dos MEM junto com China, Índia, África do Sul, México, Coréia do Sul, Indonésia, Austrália e os países do G8. Juntos, todos estes países representam 80% das emissões mundiais de gases de efeito estufa e 80% do consumo mundial de energia.

Protocolo de Kyoto

Os EUA são um dos principais países emissores de dióxido de carbono, mas Bush, que rejeitou o Protocolo de Kyoto em suas primeiras medidas como presidente, afirma que impor cortes obrigatórios prejudica a economia e coloca seu país em desvantagem frente a nações emergentes que não tomaram medidas para reduzir suas emissões.

O presidente americano acredita que deve se criar um acordo mundial que inclua economias emergentes como as da Índia e da China e pelas quais os países aceitem reduzir suas próprias emissões de gases estufa.

Em dezembro do ano passado, em reunião em Bali (Indonésia), os EUA concordaram negociar junto com outros países um novo acordo que substitua Kyoto até o fim de 2009.

Em seu discurso, Bush afirmou que a melhor maneira de combater a mudança climática é "garantir que as principais economias estejam comprometidas a tomar medidas e a cooperar com nossos parceiros em favor de um acordo internacional sobre o clima que seja justo e efetivo".

(*Com informações das agências EFE e AFP)

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