Proporção entre machos e fêmeas influi mais em extinção do que meio ambiente

(Embargada até as 14h de hoje) Londres, 2 jul (EFE).- As espécies em risco de extinção são mais vulneráveis às mudanças na proporção de machos e fêmeas de sua própria população do que aos fatores ambientais, segundo artigo publicado na mais recente edição da revista Nature.

EFE |

Um estudo dirigido pelo ecologista Brett Melbourne, da Universidade do Colorado (Estados Unidos), demonstra que as mudanças na proporção entre machos e fêmeas das espécies com populações pequenas e vulneráveis representam uma maior ameaça quanto a possibilidades de sobrevivência do que efeitos resultantes dos fenômenos ambientais.

A teoria, baseada em equações matemáticas e aplicada a populações de insetos, reúne todos os fatores aleatórios que podem contribuir com o desaparecimento de uma espécie, tais como índices de natalidade e mortalidade, fenômenos ambientais e a própria proporção entre machos e fêmeas, para prever sua probabilidade de extinção.

Os autores do estudo concluíram que os modelos científicos atualmente utilizados para prever a extinção das espécies são imperfeitos, pois não dão importância suficiente ao fator proporção entre machos e fêmeas.

A extinção das espécies representa um processo fundamental dentro dos sistemas biológicos e também possui um papel determinante no estudo da biodiversidade e da evolução. EFE ot/wr/gs

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