Proporção de palestinos em Jerusalén segue em alta

A proporção de palestinos em Jerusalém prosseguiu em alta em 2008 e representa agora 35% da população da cidade, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira.

AFP |

No entanto, a qualidade de vida dos palestinos segue muito inferior a dos israelenses, segundo o documento publicado por ocasião do dia Jerusalém, no qual Israel celebra o 42º aniversário da "reunificação" da cidade, após a conquista e anexação da parte oriental em 1967.

A quantidade de moradores árabes aumentou 3% em 2008, enquanto a de judeus cresceu 1%, segundo o Instituto de de Estudos Israelenses de Jerusalém.

A população de Jerusalém é de 760.800 pessoas, das quais 492.400 são judeus (65%) e 268.400 são árabes (35%), em sua maioria palestinos de Jerusalém Oriental.

De junho de 1967 até o fim de 2008, a população global da cidade aumentou 186%. A presença árabe registrou crescimento de 291% e a judaica de 149%.

A alta constante da população árabe acontece apesar da proibição de Israel aos palestinos da Cisjordânia de residir ou visitar a Cidade Sagrada.

A taxa de natalidade entre os palestinos era de 27,7 por 1.000 habitantes em 2007, contra 20,9 na população judaica.

Jerusalém é uma das cidades mais pobres e mais religiosas de Israel. Dos 150.000 estudantes judeus, 60% estão matriculados em escolas ultraortodoxas.

Um total de 48% das crianças judias vive abaixo da linha da pobreza, enquanto entre os palestinos a proporção chega a 74%.

Além disso, a taxa de mortalidade na população árabe (5,1 por 1.000) é quase o dobro que entre a população judaica (2,7).

A Associação para os Direitos Cívicos en Israel (ACRI) afirma ainda que os palestinos de Jerusalém são vítimas de uma política de discriminação das autoridades israelenses.

ms/fp

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